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domingo, 15 de maio de 2011

Abelhas Nativas

Saiba mais sobre as pequenas e produtivas abelhas sem ferrão. As principais características do inseto e ainda como fazer a coleta de enxames nas florestas. 09/05/11 - TV Epagri

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Saiba porque você faz dieta e engorda.

Esse problema afeta muitas pessoas mesmo com muitos exercicios e comendo pouco, os quilos teimam em aumentar e você não sabe o que fazer, vamos citar alguns problemas que podem te dar esse efeito contrário, por exemplo:

O estresse, algumas pesquisas mostram que a tensão crônica realmente pode engordar, porque pode fazer com que se coma mais especialmente alimentos energéticos, como o açúcar e a gordura que ajuda você ganhe cada vez mais peso, o estresse faz com que as glândulas liberem hormônios que favorecem o inchaço.

Existem alguns pratos que você considera light, mas na verdade ele pode ser traiçoeiro, por exemplo, uma salada caesar pode ter quase 1.000 calorias, pois contém molho, torradas e empanados, algumas sobremesas diet têm o mesmo efeito o chocolate sem açúcar pode ser mais calórico que o comum.

Às vezes você ouviu a sua mãe, avó, pai ou outra pessoa falando pra alguém que dormir pode engordar, mas na verdade o efeito é totalmente contrario, pois quanto mais tempo passar acordado mais vai engordar, quando se está dormindo existe um hormônio que regula seu apetite, ele manda informações para o seu cérebro de que você não precisa comer, já enquanto está acordado não vai ser produzido esse hormônio e a fome ataca.

Não adianta nada você riscar as comidas mais pesadas de sua alimentação e beber aos finais de semana, saiba que uma taça de vinho branco contém aproximadamente 120 calorias enquanto um copo de cerveja 150. Se você ao mesmo tempo em que bebe consome frituras tudo pode ficar pior, o organismo prefere metabolizar primeiro o álcool e você corre o risco de ficar com a gordura armazenada.

Até mesmo doenças podem gerar o aumento de peso, uma das que mais faz isso é o hipotireoidismo, resultado da aceleração da tireóide, quando a glândula funciona mal, diminui o metabolismo causando o aumento excessivo de peso.

Na menopausa a mulher tem tendência de ganhar peso pela diminuição do hormônio estrógeno, depois dos quarenta anos a mulher tem a cada década um aumento de 5 a 10% da massa corporal.

Saiba quando o uso excessivo de sal e açúcar causa riscos

Com essa vida totalmente conturbada que nós seres humanos vivemos fica cada vez mais difícil ter uma alimentação saudável e que traga todos os benefícios que os alimentos nos proporcionam e é por causa deste tempo totalmente corrido em que vivemos que acabamos por optar por alimentos industrializados ricos em sal e açúcar e que não possuem nenhum nutriente essencial para o nosso organismo. 

Esses alimentos são ingeridos no nosso hábito alimentar. Os principais alimentos são: o açúcar refinado e o sal, os quais devem ser utilizados em porções extremamente pequenas para que não tragam certos riscos a nossa saúde. 

O açúcar refinado, nos bolos, nas balas, nos refrescos, nos doces e em diversos lugares é apontado como um dos maiores causadores de cárie dentária, obesidade, diabete, infertilidade nas mulheres e arteriosclerose. O açúcar por ser de fácil ingestão cai rapidamente em nossa corrente sanguínea onde libera hormônios que são chamados de insulina, o qual transforma o açúcar em gordura. Já o sal é encontrado em qualquer corpo vivo, o qual produz energia e reforça a resistência dos órgãos. Porém, as nossas necessidades diárias são de apenas seis gramas. 

Os distúrbios causados pelo uso excessivo do sal podem causar edemas, insuficiência cardíaca, cirrose, doenças renais e hipertensão arterial. Então, saiba que se você é totalmente sedentário o ideal é ingerir somente seis gramas de sal por dia, mas se você pratica esportes ou se expõe a altas temperaturas a ingestão do sal é maior. 

Passado dos quarenta anos de idade não é aceitável e nem um pouco conveniente o exagero do mesmo para se ter uma vida saudável livre de riscos para o nosso organismo.

Um terço dos alimentos produzidos no mundo é desperdiçado, diz FAO

Pelo menos um terço dos alimentos produzidos por ano no mundo é desperdiçado, de acordo com um estudo - Global Food Losses and Food Waste - divulgado ontem (11/05/11) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O desperdício ocorre de forma diferenciada nos países ricos e nos pobres. Nos ricos, parte dos alimentos vai para o lixo antes do vencimento da data de validade, enquanto nos pobres o desperdício ocorre na fase de produção.

Na América Latina, o maior índice de desperdício se dá na produção de frutas e vegetais. Segundo a FAO, mais de 40% das frutas e vegetais produzidos são desperdiçados durante o processo de produção, pós-colheita e embalagem.

Segundo o estudo, que foi elaborado entre agosto de 2010 e janeiro deste ano pelo instituto sueco SIK, 1,3 bilhão de toneladas de alimento são desperdiçados por ano. A quantidade equivale a mais da metade de toda a colheita de grãos no mundo.

O estudo afirma que o mundo emergente e os países desenvolvidos desperdiçam aproximadamente a mesma quantidade de alimentos: 670 milhões de toneladas por ano nos países ricos e 630 milhões nas nações em desenvolvimento.

Segundo o relatório da FAO, nos países ricos muitos alimentos vão para o lixo antes mesmo de expirar a data de validade. As médias de desperdício per capita também são muito maiores em países industrializados. Na Europa e América do Norte, cada pessoa desperdiça entre 95 a 115 quilos de alimentos por ano. Na África Subsaariana, a média per capita é de 6 a 11 quilos.

O relatório destaca o impacto negativo do desperdício no meio ambiente. "Isso invariavelmente significa que grande parte dos recursos empregados na produção de alimentos é usada em vão, e que os gases que provocam o efeito estufa causados pela produção de alimentos que são perdidos ou desperdiçados também são emissões em vão", afirma o relatório.

O documento da FAO informa ainda que no mundo emergente o problema maior é a falta de estrutura produtiva. Já nos países ricos, o principal fator é o comportamento dos consumidores. A quantidade total de alimentos desperdiçados nos países industrializados apenas pelos consumidores (222 milhões de toneladas) é quase equivalente ao volume de alimentos produzidos na África Subsaariana (230 milhões de toneladas).

Os dados do relatório Perdas Alimentares Globais e Desperdício Alimentar serão discutidos em um congresso internacional promovido pela FAO em Dusseldorf, na Alemanha, chamado Save Food, que acontece de 12 a 18 de maio.
 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Educação ainda não é prioridade em planos de governo, diz estudo

O projeto de desenvolvimento econômico do Brasil ainda não trata a educação como prioridade em suas ações e programas. Apesar de reconhecer a melhoria da qualidade do ensino como estratégia fundamental para o crescimento da economia e desenvolvimento social, o país ainda não conseguiu traduzir essa intenção em ações efetivas. Esse é o diagnóstico de um estudo produzido pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Romualdo Portela, apresentado ontem (05/05/11) no Seminário Internacional Educação e Desenvolvimento, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Em suas pesquisas, Portela analisou os principais planos norteadores pelo governo do ex-presidente Lula e detectou que, quando a educação aparece como área de ação estratégica, essa intenção não é traduzida na prática, especialmente no que diz respeito ao financiamento. Entre os planos de ação, foram estudados o Plano Plurianual (PPA) 2008-2011 e as duas edições do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O professor destaca que na primeira edição do PAC a educação não aparece e na segundo a área é contemplada exclusivamente com investimentos para a construção de 6 mil creches. No PPA, a educação é um dos três eixos estruturantes para o desenvolvimento do país, mas o plano não prevê aumento dos investimentos para que se consiga melhorar a qualidade do ensino e aumentar a escolaridade do trabalhador.

"Os planos mais recentes são melhores que os antigos. Eles conseguem formular a importância da educação como estratégica do ponto de vista do desenvolvimento humano e social, mas a tradução dessa prioridade, que já está enunciada em políticas concretas, essa parte nós não fazemos", explica Portela.

Em seu estudo, o professor aponta que o processo produtivo de hoje exige um novo tipo de trabalhador, diferente daquele da década de 60. E a complexidade do trabalho moderno gerou novas demandas para a educação. "Aquela mão de obra formada no próprio processo produtivo praticamente não existe mais. E quando é formada dessa forma, ela não sobrevive. Esse modelo exige a necessidade de ampliação da educação em todos os níveis", compara.

O estudo também analisou o Plano Brasil 2022, elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, e a Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Portela destaca que esses documentos são de "perspectiva: indicam aonde o país quer chegar, mas não delimitam ações". Em ambos a educação ocupa espaço de destaque, mas os princípios indicados não se refletem nos planos práticos.

Portela destaca que falta integração entre os diferentes projetos do governo.

"Nesse momento nós estamos discutindo o novo PPA então seria um bom momento para a gente traduzir essa prioridade e darmos um salto na integração das políticas de desenvolvimento e educação. Com mais orçamento nós temos condições de enfrentar, por exemplo, o desafio da qualidade. Nós precisamos de um choque de educação para o governo todo e não só no Ministério da Educação", defende.

Ciência e tecnologia podem perder R$ 1 bilhão com nova lei do pré-sal

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que o setor pode perder até R$ 1 bilhão com a nova lei do pré-sal, em discussão no Congresso Nacional. Ele alertou que a falta de recursos poderá travar o desenvolvimento de pesquisas de ponta, fazendo com que o Brasil se acomode na posição de ser apenas um grande exportador de commodities.

Mercadante participou no dia 3 de maio de 2011 da Reunião Magna de 2011 da Academia Brasileira de Ciências (ABC), quando expôs aos cientistas as metas e os desafios de seu ministério. Ele disse que o setor só não foi prejudicado este ano, porque o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu último dia de governo, garantiu mais um ano de recursos para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

"Este ano, nós já teríamos perdido R$ 900 milhões pela decisão do Congresso de como repartir os royalties do petróleo. O MCT, que tinha uma parcela assegurada de receita, teve ela [a parcela] diluída no Fundo Social, que ainda não está regulamentado, mas que jamais chegará ao que nós tínhamos. O [ex] presidente Lula manteve a participação e nos deu uma receita segura para 2011", disse o ministro, que teme perder recursos para a pesquisa e inovação a partir de 2012.

Mercadante participou ontem (04/05/11) de audiência pública no Senado Federal, quando expôs o Plano de Ação de seu ministério na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Ele aproveitou a oportunidade para sensibilizar os senadores a evitarem a perda de recursos que deveriam ir para a ciência e tecnologia, mas que podem ir para outros setores.

"Estou alertando o Congresso. Fiz esse debate na Câmara e farei no Senado. Vou dizer que essa disputa é central para a ciência, tecnologia e inovação. Temos que encontrar uma saída que preserve os recursos para o setor."

O ministro enfatizou que o Brasil não pode cair na armadilha de se acomodar em ser apenas um grande exportador de commodities e precisa disputar o mercado mundial de tecnologia de ponta.

"O país hoje tem um momento excepcional. Os produtos agrícolas e o minério de ferro estão com preços excelentes e estamos virando exportadores de derivados de petróleo. Isso vai dar bem-estar, receita e superávit comercial para o Brasil. Mas o país tem que usar isso como uma janela de oportunidade. Não pode se acomodar nesse papel. Tem que desenvolver o setor de alta e média tecnologia."

Para exemplificar o desafio proposto, Mercadante disse que o Brasil precisa vender 21 mil toneladas de minério de ferro ou 1.742 toneladas de soja para importar uma tonelada de circuito integrado, que custa, a preços atuais, US$ 848 mil.

"O que é um circuito integrado? É inteligência, ciência, tecnologia. Nós temos que disputar esses setores de ponta e, para isso, é preciso investir, assegurando uma margem do pré-sal para o futuro do Brasil."

Agrotóxicos, legalidade e informação

O uso de agrotóxicos é prática comum por muitos produtores agrícolas, que pulverizam suas lavouras com diversos produtos para controlar doenças, pragas ou plantas daninhas – todas essas práticas buscam assegurar a colheita e proporcionar maior produtividade e qualidade. Devido à extensão territorial e a diversidade climática, o país está entre os dez maiores consumidores de agrotóxicos no mundo, devendo-se atentar para o uso e fiscalização destes produtos.

Todavia, a realidade dos produtores não é nada fácil. Muitas vezes, eles se encontram sem respostas frente aos problemas fitossanitários. Desconhecem os agentes causadores ou então, não conseguem recomendações técnicas devido à falta de registro para a cultura. É o que acontece, por exemplo, com culturas como a acerola, a cereja, a jabuticaba, o feijão-caupi ou mesmo demais espécies com outros propósitos, como o pinhão manso, em destaque para o programa de agroenergia nacional.

A legislação brasileira de agrotóxicos em vigor é muito antiga, publicada ainda na década de 90 - Lei 7.802, 11/07/89 - a qual teve seu decreto regulamentar somente em 2002 - Decreto 4.074, 04/01/2020 -. Estas leis estabelecem as normas para todo processo de pesquisa, produção, registro, comercialização, fiscalização, etc. de agrotóxicos no país. Entretanto, há ainda muitas lacunas, principalmente quando se discute sobre misturas de produtos em tanque, registro de produtos biológicos, estabelecimento de limites máximos de resíduos (LMR) para o consumo, controle de comercialização para as culturas sem recomendação, entre outras.

Recentemente, a Instrução Normativa nº 01, 23/02/2010, construída em conjunto pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estabeleceu novas regras para culturas que não possuem produtos registrados, ou seja, culturas sem inclusão nas bulas de registro de agrotóxicos e que, portanto, não pode ser recomendado nenhum tipo de tratamento fitossanitário. Esta medida visa ainda estabelecer os LMR permitidos para cada cultura. Conforme esta IN, os cultivos são agrupados em sete grupos: frutas com casca não comestível; frutas com casca comestível, raízes, tubérculos e bulbos; hortaliças folhosas; hortaliças não folhosas; leguminosas e oleaginosas; palmáceas e nozes. Estes são os principais grupos referenciados pela Instrução Normativa e que servem para a extrapolação dos Limites Máximos de Resíduos dos demais cultivos.

Com esta alteração, instituições de pesquisa ou extensão rural, associações e cooperativas de produtores ou mesmo as empresas registrantes podem solicitar a indicação da cultura como sendo de suporte fitossanitário insuficiente, assim como, pedir a extrapolação de LMR para algum ingrediente ativo especificado. A partir da sua análise e aprovação pelos órgãos responsáveis, o pedido de registro de ingrediente ativo e do agrotóxico torna-se mais fácil, permitindo a inclusão da cultura nas bulas de produtos já registrados. Em qualquer caso, a nova lei não exclui a necessidade de apresentação dos estudos de LMR para as culturas representativas, devendo o mesmo ser apresentado até 24 meses após a publicação da monografia do ingrediente ativo.

Apesar deste avanço, outros pontos ainda permanecem em discussão, como é o caso das misturas em tanque. Está prática é comum para a maioria dos produtores agrícolas, que buscam reduzir os custos de aplicação e obter maior retorno financeiro. Contudo, representa hoje a principal demanda legal para o uso de agrotóxicos e que não se observa nenhuma ação dos órgãos envolvidos, nem mesmo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef). Além dos problemas ambientais e a saúde, a mistura de produtos, incluindo agrotóxicos, fertilizantes e promotores de crescimento pode ocasionar inúmeros problemas de fitotoxicidade desconhecidos pelos usuários. A ausência de informações técnicas deixa produtores à margem de especuladores comerciais e gastos muitas vezes desnecessários.

O estabelecimento dos LMR e as análises de resíduos nos produtos agrícolas também são fundamentais para o estabelecimento do uso correto de agrotóxicos. No Brasil, a Anvisa possui desde 2003 o Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos nos Alimentos (PARA) que busca monitorar os resíduos em grãos, frutas e hortaliças. Esse sistema é realizado em parceria com os órgãos de vigilância sanitária de 25 Estados. A ação ainda não possui caráter fiscal, apenas orienta para que sejam seguidas as boas práticas agrícolas. Em 2009 foram avaliadas 20 culturas para mais de 230 ingredientes ativos disponíveis. De acordo com os resultados, 29% das amostras apresentaram irregularidades nas análises, sendo o principal problema (23,8%) constatado para o uso de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada. Estes resultados evidenciam a falta de suporte fitossanitário para as culturas e também o uso inadequado das tecnologias pelo agricultor brasileiro.

Neste contexto, verifica-se que o uso de agrotóxicos no país ainda precisa de muito apoio técnico e de pesquisa. A atenção por parte dos órgãos públicos e privados também é fundamental, principalmente no âmbito legal. Precisa-se desmistificar a idéia de que todo o uso de agrotóxico é abusivo, assim como, que todo produto agrícola apresenta resíduos nos alimentos ingeridos pela população. Para isto, a capacitação técnica e o incentivo à pesquisa e à extensão agrícola são prioritários, devendo ser assim considerados para nosso país que possui destaque no setor agrícola mundial.

AUTORIA

Rafael Vivian
Pesquisador da Embrapa Meio-Norte
E-mail: rafael.vivian@cpamn.embrapa.br